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Câmera retrátil é a próxima grande aposta do mercado de smartphones


Desde que lançou o iPhone X com o famigerado notch, a Applereacendeu um interesse da indústria em aproveitar ao máximo o espaço frontal dos smartphones para a tela. Contudo, novos modelos, principalmente de empresas da China, chegam com uma proposta que se mostra ainda mais eficaz: as câmera retráteis.

A ideia do notch foi criar um espaço que “invade” a tela para alocação da câmera e outros muitos sensores do iPhone X. Dessa forma, todos ícones de avisos ficam alocados nos lados do notch liberando ainda mais espaço para tela.

Pois bem, embora grande parte dos aparelhos baseados em Android tenha ido na onda da Apple, alguma gigantes chinesas apontaram para outro lado. Esse provavelmente é o caso da Xiaomi. O Mi Mix 3, seu próximo aparelho, deve contar com uma tecnologia que retrai a câmera, guardando a peça por deslize. Com isso, a parte da frente fica livre para a tela.

unto dela, a Huawei apresentou durante a IFA, evento de tecnologia que ocorre anualmente na Alemanha, o Magic 2. O novo smartphone tem uma proposta muito semelhante, com deslize de câmera no formato manual.

A empresa que apresentou essa tendência, contudo, foi a Oppo. A também chinesa lançou seu Find X, topo de linha que também trabalha com a retração da câmera por deslize. A diferença aqui, contudo, está no fato de que o Find X possui um sistema mecânico de retração, enquanto o do Mi Mix 3 e o Magic 2 são totalmente manuais

Com isso, a Oppo conseguiu aproveitar 91% da face frontal para a tela do smartphone, uma forma muito mais eficiente que o notch.

Quem também tem um sistema parecido é o Nex S, da Vivo. O aparelho vem com câmera retrátil, mas sem o sistema de deslize como os dois já citados. A ideia, aqui, é que apenas a câmera se eleve em uma pequena peça, não o aparelho todo, quando o aplicativo de fotos for acionado. Ou seja, este também será um sistema automatizado como o do Find X.

O problema dessa opção é que ela pode fazer com que o dispositivo se torne obsoleto de forma muito mais rápida. A expectativa é de que o Find X aguente aproximadamente 300 mil deslizadas de câmera, enquanto o Nex S dure 50 mil fotos. A não ser que as empresas tenham uma forma de garantir a troca de tais peças, é possível que os smartphones caiam no ostracismo pela fragilidade da câmera.

Tais empresas ainda se mantêm no rol das chinesas, um mercado muito diferente do ocidental. Contudo, atualmente, abraçam um conjunto de quase um sexto da população mundial. Dessa forma, é muito provável que a nova tendência de câmeras chegue para as novas gerações de aparelhos do lado de cá do mundo.

Fonte: Canaltech

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