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Estudo comprova que Apple Watch pode detectar apneia e hipertensão


Steve Jobs já tinha planos de transformar o Apple Watch em um grande auxiliar no diagnóstico de doenças e um aparelho com recursos dedicados à saúde e bem-estar. E sua última invenção parece estar mesmo cumprindo com sucesso esse papel: o gadget já é capaz de monitorar problemas cardíacos e até salvou uma pessoa com embolia pulmonar. Dessa vez, um estudo da Universidade da Califórnia em São Francisco e a startup Cardiogram comprovou que o relógio inteligente é capaz de detectar a apneia do sono e hipertensão com precisão de 90% e 82%, respectivamente.



Segundo a Associação Americana de Apneia do Sono, o problema afeta aproximadamente 22 milhões de adultos nos Estados Unidos. É uma condição preocupante, pois a pessoa afetada pára de respirar enquanto dorme e pode até mesmo morrer. De acordo com os Centros de Controle de Doenças, outros 75 milhões de estadunidenses têm pressão alta, com grandes grandes chances disso evoluir para uma acidente vascular encefálico ou outras doenças do coração.


No levantamento, o app Cardiogram foi utilizado no Apple Watch por 6.115 participantes durante um certo período de tempo. A apneia do sono foi identificada em 1.016 e a hipertensão em 2.230 desse grupo. Tudo graças a um algoritmo bem treinado, chamado DeepHeart.


DeepHeart utiliza inteligência artificial semelhante a funcionalidade da Google


Especialistas afirma que o algoritmo utilizado no Cardiogram funciona de forma muito semelhante ao responsável pela conversão de vozes em texto nas plataformas da Google. Assim como na fala, os sinais captados na detecção dos problemas de saúde também podem variar de acordo com o tempo ou determinados contextos.

O DeepHeart foi treinado por 70% dos participantes e testados nos 30% que não participaram da fase inicial. E segundo Johnson Hsieh, cofundador do Cardiogram, outros wearables com sensor para medição cardíaca também podem realizar os mesmos feitos, já que “basicamente têm a mesma tecnologia embutida”.


“A ideia aqui é mostrar que ao colocar na tela o monitoramento contínuo você pode identificar hipertensão em pessoas que talvez não saibam ter isso. E assim você poderia guiá-las adequadamente a um diagnóstico final e um tratamento”, projeta Hsieh.


Fonte: TecMundo

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