Veja com a Nexstill, tudo que você precisa saber sobre a primeira recarga do seu celular:
- Agencia X10
- 19 de jan. de 2022
- 2 min de leitura

As baterias, de modo geral, fornecem energia para os aparelhos por meio de reações químicas para gerar uma corrente elétrica na forma de elétrons, que viajam do polo negativo da bateria, alimentam o aparelho, e voltam pelo polo positivo. A bateria acaba quando esses elétrons já percorreram todo o caminho do negativo para o positivo. E é aí que morava o problema nos exemplares de níquel-cádmio.
Ao deixar a bateria com alguma carga, os elétrons "sossegavam", por assim dizer, nos polos. Então, quando espetávamos o celular na tomada para carregar, era como se o sistema de carregamento do aparelho identificasse que ele estava, de fato, vazio. Mas, obviamente, não estava. Daí, surgia o vício do dispositivo.
Tudo bem que antes as baterias chegavam a durar dias, mas nem de longe os celulares antigos tinham as funções de hoje, o que certamente fez com que os dispositivos consumissem muito mais energia. Mas o jogo virou.
Primeira recarga: como funciona hoje?
Hoje, com as baterias de íons de lítio, não se faz mais necessária a primeira carga completa ou o esgotamento dela caso ela venha de fábrica com alguma energia. Isso acontece porque as elas não possuem mais o efeito memória.
A bateria de íons de lítio tem quatro partes internas principais: o anodo, para a carga positiva; o cátodo, para a negativa; o separador, que separa o óxido de cobalto do lítio; e as próprias camadas de íons de lítio, que surgem dessa separação.
As lâminas internas, que compõem o catodo e anodo, são compostas de óxido de cobalto, íons de lítio, cobre e grafite. Quando a bateria entra em uso, os íons de lítio percorrem o caminho do anodo para o catodo, passando através do separador e se ligando ao óxido de cobalto. Quando isso ocorre, sobra basicamente um elétron por íon de lítio, que é "capturado" pelo anodo de grafite e gera a carga/energia.
Quando não há mais íons de lítio para serem transportados, a reação química acaba, fazendo com que a energia da bateria esgote. Quando recarregamos a bateria, o processo inverso ocorre, fazendo com que os íons de lítio voltem para o seu lugar.
Cuidados com a bateria
Apesar da evolução das baterias, temos que ter alguns cuidados para preservar não apenas esse dispositivo, mas também o aparelho. Afinal de contas, estamos lidando com correntes elétricas e todo o cuidado é pouco. Por isso, empresas como Samsung, Xiaomi, Apple e outras orientam seus clientes a evitarem certos comportamentos:
Não deixar o aparelho em cobertas, sofás e travesseiros enquanto estiverem sendo carregados;
Não utilizar carregadores paralelos e de outras marcas que não sejam as do seu telefone;
Para o caso de fios descascados ou tomadas com mau contato, suspenda o carregamento imediatamente;
Evite o uso de adaptadores de tomadas (benjamins);
Em caso de tempestades ou descargar elétricas, suspenda o carregamento;
Evite usar o aparelho durante o carregamento, pode superaquecer;
Não deixe a bateria acabar. Carregue-a quando o próprio celular solicitar.
Fonte: CanalTech




































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